Faça a coisa certa” é o título de um filme, com roteiro e produção do cineasta e grande empreendedor da área de cinema Spike Lee.

O ano era o de 1989. O país os Estados Unidos da América.

No mês de junho, quando o filme foi lançado, centenas de milhares de norte-americanos passam a se dirigir às salas de projeção para assistir a “Faça a coisa certa” (“Do the right think”). Primeiro longa metragem de grande sucesso, do até então pouco conhecido cineasta afro-americano.

A história que eles viam no cinema se desenrolava no Brooklyn, uma das áreas mais pobres de Nova York. Mais exatamente em Bedford-Stuyvesant, com população predominante de negros e latinos. E onde se vivia sob grande tensão racial.

Todo o filme se passa num único dia: justamente aquele em que as condições climáticas indicam como “o mais quente do ano”. O duplo sentido tem tudo a ver. O calor infernal acaba “coincidindo” com acontecimentos igualmente “incendiários”, e que abalam o cotidiano da pequena e multirracial Bedford-Stuyvesant.

“Nós também vimos aqui sempre, e queríamos ver colocadas, aí na parede, as fotos de Malcom X, Martin Luther King, Michel Jordan.”, disse um morador local, cliente e ativista dos direitos dos negros, a Sal, dono de uma pizzaria, onde existia uma espécie de “Parede da fama”, repleta de fotos de ídolos ítalo-americanos.

Depois do questionamento, o filme segue com diálogos pungentes e uma dramática confusão.

A obra prima de Spike Lee foi um grande sucesso de público e crítica. E ficou marcada, também, pelas polêmicas e debates que suscitou sobre convivência e tolerância raciais.

Nós, como Spike Lee, também acreditamos que, com nosso trabalho, podemos levar à reflexão, ao fortalecimento do diálogo e do respeito mútuo entre os diferentes.

Por acreditarmos na beleza da diversidade de povos e culturas, e em ideais de igualdade, nós, aqui no Brasil, endossamos: “Faça a coisa certa”!